Prefácio de um “casamento”.

Nosso amor se desenvolveu de forma rápida, ambos ansiosos, nosso primeiro passo só foi eu curti um post seu no Facebook, de uma música triste de Caetano Veloso, E eu não gosto de mulheres anestesiadas digitalmente, gosto de mulheres profundas, inteligentes e livres da moldagem social contemporânea, que é a cultura das redes sociais onde todos parecem que estão num êxtase artificial. Então, eu curti e ela rapidamente falou comigo no chat, e marcamos o primeiro encontro no velho bairro boêmio, no Rio Vermelho. A primeira coisa que ela fez foi ler o signo dela no celular, que por coincidência é o meu também, somos de Sagitário. Aventureiros e que também gosto de desafios, claro, os desafios mais agradáveis de acordo com nossa demanda. Tomamos uma cerveja só, e chamei ela para comprarmos cerveja e irmos para meu quarto, formávamos um casal que combinava, e o quarto para tornar o encontro mais intimista. Ela estava alegre, a minha alegria combinava com a dela, e seguimos à noite até 5h da manhã, conversamos o bastante para nos conhecermos melhor, ela é daquelas que tem que passar pela peneira  primeiro, e nessa noite só fui surpreendido quando estávamos mais cansados e ela deitou na minha cama como se fosse dela, com tanta intimidade no meu lar, a espera do primeiro beijo, que pensei que seria uma transa ,  mas só foi acontecer quando ela fez a síntese de quem eu era, e nos beijamos sedentos pelo sexo, mas ela falou no final na sessão de tantos beijos e o toque no corpo de neve dela, que eu admirava muito. Sim, ela falou matematicamente e ousada, “esse beijo foi só um prefácio” Já estava amanhecendo, ela pediu um Uber e eu a acompanhei até a portaria, o Uber chegou rápido, ela me deu um beijo de despedida e entrou no carro. Eu estava desejando que ela dormisse comigo, mas o pai dela provavelmente estava à sua espera. Eu achei um tanto instigante e misterioso o que ela falou, do beijo ser um prefácio para uma longa história, e que história.

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