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  • O Superego da sociedade moldam as novas tribros?

    Assistimos filmes, vamos ao teatro, entre outros entretenimentos que emergem através da comunidade artística. A tela muita vezes, o palco é como se fosse um espelho para o espectador, ainda mais quando esses espectadores são jovens. Nos enredos dos filmes existem muitas cenas que inspiram os espectadores, que as cenas vão além da nossa realidade e compromisso com o superego da sociedade. Os artistas que muitas vezes podem ser retratados em uma dessas obras, estão sempre além do bem e do mal. Eles têm uma licença poética para viverem como querem, pois são unanimidades, pessoas emancipadas do superego da sociedade. Muitos fazem com muita cautela, esse ato influenciado pela contra-cultura norte-americana, que passam despercebidos pelos holofotes da imprensa.

    Porém há muitas tribos que emergem na sociedade como resultado desses quadros artísticos representados nas gigantes telas de cinema. Como reza a música de Fernanda Takai, ” A vida não é filme e você não entendeu ” Essa parte se faz o que quero esclarecer com esse texto.

    Para uma nova tribo se autentificar na sociedade é preciso um diálogo com o status quo. E esse diálogo começa com as manifestações . Algumas mais silenciadas que outras. Existem as lutas que multidões vão para as ruas lutarem por uma causa, ou mesmo lutas através de veículos de comunicação, como o cinema ou a literatura. A segunda mais discreta, mas que também as vozes ecoam em bons leitores atentos. O que não podemos é como fazemos parte dessa dinâmica que nos colocam diante da apatia da sociedade normativa, é calarmos nossas vozes e, nunca pararmos de seguirmos em frente, sempre estarmos abertos para novos horizontes e formas de viver.

  • Em algum lugar

    As vozes altas e feias irritam aos meus ouvidos. Eu sozinho aqui nessa praça preferiria os sons dos pássaros, cada um com seu canto no bico que parece de plástico.
    No momento as vozes se calaram, escuto umas vozes leves e ingênuas de criança brincando que acalma minha alma.
    Passa uma mulher de preto que não agrada aos meus olhos, sim! Para mim ela é feia e sem alma, e que meu Deus me desculpe por está julgando os corpos e as vestimentas dela e, o grito irritante que passou.

    Não, eu não sou autista, só acho que não estou no meu lugar, tudo virou ao contrário depois daqui, e eu já não sou o mesmo, carrego hoje em mim outros princípios no viver. E não me canso de um dia reencontrar com minha musa, com minha mulher, assim que dou o nome para ela, visceralmente e meu coração em chamas.

  • Juventude e Política

    Juventude e Política

    Me instiga ao ouvir agora Baiana System, eles falando sobre a especulação imobiliária daqui de Salvador. Na época em que a banda lançou essa música, o púbico alternativo e alguns militantes que eu conhecia cantavam essa música como um louvor, eu era bem mais novo que agora e esses meus amigos que eram militantes estavam bem mais a frente que eu, não estavam alí à toa. Eu estava cursando o curso de psicologia, lá que aprendi mais sobre os militantes de esquerda, conheci mais na disciplina de Psicologia Social. Antes eu via uns amigos meus postarem textos grandes da revolta com a política atual, eram novos também, eu pensava que ser militante era coisa de pessoas mais velhas, também que só existiam na época da ditadura, mas não, pessoas que eu encontrava na noite, se divertindo, cada um à sua maneira, no outro dia estavam de frente de seus computadores, criticando o capitalismo ferrenho, e o neoliberalismo radical, afetando a cada dia a vida de uma pessoa.

    O neoliberalismo veste terno e gravata, mas carrega no bolso a fome disfarçada. Susurra promessas de liberdade, enquanto acorrenta a dignidade nos trilhos do lucro. Onde o humano era encontro, planta-se competição; onde havia laço, instala-se contrato. E assim, sob o sol de um progresso vazio, colhem-se vidas quebradas ao meio”

    (Autor desconhecido)

    Eu sou apolítico, simpatizante da esquerda. Eu vivo na utopia de dias melhores e uma vida mais justa para todos. Sim, esse é um pequeno ensaio, eu estava escutando Baiana System e lembrei dessa juvente tão responsável com seus princípios políticos e, ao mesmo tempo não deixando de curtir o lado bom da vida. Fica a dica para os mais jovens que estão vindo por aí.

  • O Espelho de Clarice

    O Espelho de Clarice

    O Espelho de Clarice

    Em seus 29 anos de idade, Clarice, decidida, disse que queria descer do trem azul da solidão de sua vida,  que a arte não fazia mais sentido,  tornara ela uma mulher demasiadamente solitária, passional às nuances do seu cotidiano vazio. Afirmou para si mesma que a arte era somente um objeto virtual, uma representação da vida em variações de cores, um objeto de desejo, uma projeção daquilo  que não podemos obter na vida real. Foi numa noite de quarta-feira, dez horas da noite, Afonso não tinha chegado do trabalho ainda, provavelmente ele tinha saído com os amigos depois do trabalho para tomar cerveja. Impaciente em casa, Clarice foi até o seu quarto, estava vestida apenas de calcinha e uma camiseta básica – se olhou no espelho e se sentiu melhor, sensual e desejante por uma sensação infinita de prazeres. Para ficar mais sensual, passou um batom vermelho e afirmou para si mesma diante do espelho “preciso de mais arte na minha vida”.

    O Espelho de Clarice – Parte 2

    Clarice acordou na manhã seguinte, ainda com a ideia fixa na cabeça que precisava de mais arte em sua vida, se olhou no espelho novamente, o seu rosto estava cheio de manchas de batom. De início pensou que foi Afonso que beijara ela enquanto ela dormia, mas descartou logo essa ideia suja, lembrou que ela tinha passado batom antes de dormir, e que Afonso não tem inclinações de um necrófilo – ele chegou bêbado, está enjoado de mim, acho que o subterfúgio dele mesmo é esse, encher a cara com os amigos para não entrar na monotonia do nosso tenro noivado e do nosso sexo. Não pensou duas vezes e escreveu no seu bloco de notas o nome do seu novo quadro, que deu o título de Mudança com Batom, que infelizmente ou felizmente, ela precisava dessa mudança, e seria uma mudança escarlate.

    O espelho de Clarice – Parte 03

    Clarice começou a pensar no que iria fazer para realizar essa tal mudança escarlate que ela tanto desejava, olhou para seu quadro que terminara de pintar e, começou a decifrar os enigmas do seu subconsciente retratado na tela. Primeiramente foi no mais óbvio que era o avião, que significava que ela precisava viajar, sair da sua cidade, que considerava um tanto monótona pra ter o que ela tanto desejava. Depois do avião observou a mulher na pintura, sozinha, solitária, num deserto e pensando qual caminho traçar. No entanto, essa mulher estava de cabeça erguida, vestida de preto. Não demorou muito para Clarice transcender e, meditou logo em seguida na frase de Nietzsche que tanto a encantava e ao mesmo tempo odiava: “calada e vestida de preto toda mulher parece inteligente.”  

    O espelho de Clarice – Parte 04

    E a marca de batom, o beijo. Esse ela esquecera de decifrar, e em frações de segundos Clarice conseguiu captar a mensagem que ela própria não estava conseguindo descobrir o que significava, pois já não lhe restava mais nenhum sentimento para com Afonso, que era na verdade o beijo de despedida para ele. Aquele quadro, ela não iria levar contigo em sua nova jornada, seria sua carta de despedida em formas, símbolos e cores que deixou para o obtuso cérebro de Afonso decifrar, para que ele em algum dia contemplativo de sua vida parasse para observar a simples mensagem que Clarice queria passar para ele. Isso quando ele estivesse distante do futebol, dos amigos e das rodadas de cervejas, enfim, os pequenos detalhes e motivos que ela tinha para cair fora da vida de Afonso.  Clarice já se sentia entediada sentada na frente do quadro, estava apenas com um roupão preto que costumava usar depois do banho, de batom e levemente maquiada.  Resolveu que tinha que tomar uma atitude, traçar o seu destino, para isso ela tinha bastante dinheiro na conta para recomeçar uma nova vida e, se lançar para onde quisesse ir. Pensou em passar um  ano sabático, só viajando e curtindo outros países, não queria viver mais em Salvador,  mas, por mais que lhe soasse clichê e também muito cômodo para ela, pensou em ficar mesmo no Brasil, ir para São Paulo, uma cidade que ela já conhecia, o que poderia lhe caber bem também para consumir os seus desejos e sonhos. 

    A Paulicéia Desvairada, a cidade que não dorme, parecia que iria ser o novo destino de Clarice.

    O Espelho de Clarice  – Parte 05

    Ir para a cidade que me acolhe na multidão, serei outra nesse mar de gente encontradas em si próprias — ai daquele que não muda com uma mudança qualquer e, no fundo, somos todos diferentes em outro lugar do mundo, e esse é o meu parque de diversão, terei o sabor de me reinventar novamente, recuperarei toda a minha inocência de novo — virgem, de alma, essa será eu quando tocar na vida novamente de meu perdido amado Victor, devo encontrar ele na Rua Augusta ou no parlapatões, conversando — tentando convencer um beijo e seduzir atrizes lésbicas na saída do teatro. Victor, o meu underground mais leve no jeito de ser que conheço.

     Adeus vidinha, adeus Afonso.

    O Espelho de Clarice – Parte 06

    Clarice chegou no final de outono em São Paulo, já estava bem frio o clima na cidade, chegou no Aeroporto de Guarulhos pela noite, com uma bota vermelha de couro, calça jeans e um sobretudo preto. Pensou que iria chamar bastante atenção no Aeroporto, mas lembrou logo que tinha mil mulheres vestidas como ela em São Paulo, mas, mesmo assim não perdeu sua autoestima e seguiu em frente. Pensou em ligar para Victor para buscá-la, mas achou melhor fazer uma surpresa para ele em outra circunstância, assim como ela tinha planejado encontrá-lo na noite no Parlapatões ou na Rua Augusta. Pensou em mais alguém e não veio em mente ninguém mais amigável para lhe fazer essa cortesia. Fumou um cigarro e entrou no primeiro táxi que avistou, disse o endereço onde iria se hospedar, num hotel na Av. Paulista e, não deixou de fazer o ritual que fazia sempre quando chegava em São Paulo (gritar). Pediu para o taxista não se assustar,  que ela só iria dá um grito e fechar a janela novamente. Gritou extasiada, aquilo lhe trazia uma paz e um grande vibração frenética ao mesmo tempo, era a síntese e a antítese da cidade em perfeito equilíbrio com ela.

    O Espelho de Clarice – Parte 07

    Clarice acordou às dez horas da manhã no hotel, olhou para a mesa que ficava na frente da cama e viu uma garrafa de vinho seca — se lembrou que tinha tomado quando chegou de viagem durante a noite — estava hospedada no décimo andar do hotel, conseguia ver quase toda a Av. Paulista. Chovia muito quando ela abriu a janela e o céu todo coberto de nuvens cinzas, assim como ela gostava de ver São Paulo, e pensou enquanto a chuva caía:

    • Uma cidade com tudo para ser triste e melancólica, mas o caos brilhante da cidade ofusca a sua melancolia, que poucos poetas conseguem perceber, ela passa bem fina além dos faróis dos carros e as luzes acesas de algumas famílias nos arranha céus. Eu percebo essa melancolia, mas agora só quero o caos brilhante que mora no brilho de alguma messalina na Rua Augusta, ou aquele brilho nos olhos de Victor quando  está comigo em algum bar e olha para alguma atriz lésbica. Quero beber do amargo veneno e depois voltar a mim mesma escutando a mais doce melodia. Victor, como é recíproca a nossa leviandade um com o outro e paixão, isso me deixa mais solta no mundo e junto a você sempre, uma linha tênue permanece fixando o nosso raso romance que nos afogamos.

    O Espelho de Clarice – Parte 08

    Sexta feira, seis horas da tarde, o céu começava a escurecer, Clarice estava ansiosa no quarto de hotel, estava fazendo muito frio nesse dia e, lhe veio na cabeça uma frase que escutou de algum mestre de Yoga que fazia antes em Salvador: “É no frio que nos esquentamos” e começou a fazer alguns exercícios complexos que ela aprendera quando frequentava a Yoga, bebia vinho em doses mínimas enquanto fazia as posições, com todo fôlego, na intenção de ter uma noite maravilhosa com Victor. Clarice se empolgou enquanto fazia os exercícios, foi tomada por um êxtase contagiante e, perdeu a noção de tempo. Depois das posições começou a entoar um mantra que permaneceu nele durante quarenta minutos, e a meditação durou cerca de uma hora — passou mais meia hora escolhendo o que usar e fez um look que curtia bastante para ir para balada em dias de frio. Escolheu uma calça preta de couro, um blazer preto e um vestido vermelho por debaixo do blazer caindo sobre a calça. Demorou mais um bom tempo na banheira tomando banho, sentindo o seu corpo relaxando e ao mesmo tempo extremamente excitado para a noite. Pensou se iria mesmo ter a sorte de encontrar Victor no Parlapatões, ou em algum barzinho na Augusta, tinha quase a certeza que iria encontrá-lo, pois o rapaz tinha o hábito de frequentar religiosamente esses locais todas as sextas feiras. Por fim, terminou todo o ritual às 23:00, chamou o elevador e deu uma última olhada no espelho, até se sentiu mais jovem com aquele vestido vermelho entre as roupas, dessa vez ela chamou bastante atenção no saguão do hotel, pois já não havia mais mil mulheres vestidas como ela.

    O Espelho de Clarice – Final

    Antes de entrar no táxi comprou um maço de cigarro e uma bebida num bar que ficava próximo ao hotel, se sentiu por algum momento sozinha, assim como uma garota de programa que sai à noite para fazer vida por si própria,  isso a deixou meio pra baixo e sem jeito por um tempo, mas esse pensamento desapareceu logo. Chegando no teatro/bar o procurou na entrada, pensou que iria encontrá-lo tomando cerveja na porta do bar e cortejando as atrizes lésbicas ao saírem do teatro — não o encontrou e acendeu um cigarro antes de entrar. Não demorou muito para ela tomar um tremendo susto com o que viu, era Victor, ele estava fazendo um bico como garçom naquela noite. Clarice gostou do que viu, aquilo despertou um apetite a mais para à sua noite, nunca o viu vestido tão formalmente como naquele dia, mesmo como garçom, ele estava bem vestido, e tomou isso como mais uma peça para a sua fantasia na sua primeira noite em São Paulo.  Clarice permaneceu do lado de fora do bar por alguns minutos, só observando Victor de longe e percebendo como ele continuava bonito, simpático e comunicativo com todos do bar. Sem ao menos ela esperar, Victor a avistou de dentro do bar e correu em direção à ela. Victor a tomou de assalto num só abraço — não sei como percebeu que ela estava ali somente por sua causa, e a tomou de assalto noite adentro de corpo a corpo.

  • Provocação da Vogue

    Provocação da Vogue

    “As Fashionistas precisam de um divã?”

    Elas são diferenciadas, exêntricas, são olhadas com muita admiração no meio da multidão. Elas tem uma filosofia de vida diferente, que é o mundo Fashion, são tratadas como um quadro a ser pintado, elas às vezes vestem roupas que não estão no repertório delas, elas são como um quadro em branco, mas vivas, não é uma natureza morta. Elas no íntimo particular de cada uma tem suas roupas preferidas, elas não são elas, são atrizes das passarelas, seus corpos e belezas são apreciados e também desejantes. Não sei se elas tem a cultura de serem leitoras de bons romances, ou só estão consumindo artigos de moda, o que não é nada de mal também, pois elas fazem parte dessa tribo que é um tanto para frente e futurista, e os estilistas quebrando os tabus do superego da sociade normativa, que quebram também os tabus dos “corpos dóceis”, segundo a teoria de Foucault, corpos dóceis é um termo usado por Foucault, ele critica os “corpos dóceis” que são tudo que está na moral vigente da sociedade, ele vai contra a tudo que o status quo da sociedade exige de cada indivíduo. Então, essa tribo está dentro desse contexto, assim como a sétima arte tem a liberdade de se emancipar dos “corpos dóceis”. Talvez aí entre a questão da filosofia de vida de cada modelo, de cada fashionista, mesmo as que não estão nas passarelas, mas aquelas que a gente vê e é diferenciada numa Avenida Paulista por exemplo.

    As diferenciadas, as que se preocupam com o corpo e as calças jeans desbotadas, as botas que colocam elas num modo de vestir que aguçam os olhares alheios. Ser diferente é ir além dos horizontes e, olhando pelo lado sócio histórico cultural, nem todas nasceram no berço da moda, é algo novo, que exige um pouco de esforço e adaptação para algumas. Talvez aí, entra a provocação da revista Vogue que começa o texto, “As Fashionistas precisam de um divã?” Mas é claro que precisam! Pois nem todas elas entra no contexto que vivenciaram sob a ótica da psicologia sócio histórico cultural. Como citei antes, nem todas elas nasceram no mundo Fashion, no berço como vemos muitas por aí, então é preciso entrar nesse campo uma linha da psicologia que trate dessa questão, que são tantas. Hoje nas passarelas a diversidade é grande, e cada uma tem seus questionamentos sobre si mesmas. É nesse ponto que talvez quase todas elas tem seu CID., o que é completamente normal nos dias atuais. As modelos são múltiplas, multifacetadas. Quem são vocês Fashionistas das passarelas no divã?

  • Uma visão sobre um novo modelo de gênero

    Uma visão sobre um novo modelo de gênero

    A assexualidade é uma orientação sexual caracterizada pela falta de atração sexual por outros. O quanto é curioso querermos sabermos mais sobre esse novo fenômeno que está surgindo na nossa sociedade atual, acho que todos nós temos a suma curiosidade de sentar com um jovem e fazer milhares de perguntas, mas na realidade essas perguntas, pelo bom senso de tocarmos numa questão tão subjetivas e íntimas, não se deve fazer, apenas abservar seus comportamentos, o porquê eles se identificam com pessoas Queer, mas isso já nos dar uma pista porque os assexuados se identificam com tribos que lutam pelo mesmo direito de se inserir e serem aceitos na sociedade, pois não vamos dizer que hoje em dia que essas tribos sejam marginalizadas, mas olhada por olhares diferentes, e alguns curiosos como eu, como ex-estudante de Psicologia tem curiosidade por qualquer fenômeno novo na sociedade, e esse fenômeno assexual é a mais mal compreendido, mas acredito que tem muito menos carga de estigma sobre eles.

    É importante destacar que ser assexuado não significa ser anti-social ou mesmo incapaz de formar relacionamentos, há muitos que vivenciam relações significantes, mas sem o componente sexual. Só uma reflexão, se Freud, um Psicanalista escavador dos fenômenos sexuais existisse na atualidade, a que estudo clínico ele faria? Não tenho conhecimento que no século XIX ele tenha feito um estudo sobre essas pessoas, temha tido um paciente, mas tenho uma intuição que sim, que na época dele se deparou com pessoas assexuadas, mas não como na nossa avançada sociedade que a tudo compreende nos dias atuais, pois as lutas e manifestações como a parada gay, os filmes, a compreensão até dos mais jovens héteros no ambiente escolar, que não banaliza os tais fenômenos apresentados por outros colegas, o que facilita a interação e a aceitação sexual-indentitária desde jovens.

    O que acho interesssante e o mais curioso, que estava conversando com uma conhecida minha, que eles tem até bandeiras, sim, os assexuados! É como uma luta que já foi vencida, apenas olhada por alguns mais fechados com viéses antigos. Mas eles já tem seu espaço na sociedade, é claro, como citei antes eles se simpatizam por pessoas abertas e entraram na sigla LGBTQIA+ que se identifica e gosta de contribuir por sua ancensão na sociedade, de serem vistos como, e serem aceitos com sua identidade.

    Foto: Anderson Couto

  • Repensando o Papel da Persona

    Repensando o Papel da Persona

    No palco da vida, na sociedade, não passamos de meros atores sociais, a cada campo social ou instituições, ao interagirmos nesses espaços que exige regras e comportamentos adequados a cada espaço, exigimos de nós mesmo naturalmente nos colocando conforme ao padrão estabelecido por esses campos. Seja na escola, na universidade, no ambiente de trabalho, nós não somos mais o mesmos. Segundo Jung, são as nossas máscaras atuando, o que Jung intitulou de persona. 

    Mas será que existe dentro de nós ou um campo específico da sociedade que podemos ser nós mesmo, utilizando menos essas máscaras? 

    “Para Freud, o primeiro contato amoroso se dar no período da infância. Particularmente na relação mãe e bebê. Nesse sentido, a criança aprende a amar as pessoas que te ajudam no seu desamparo. Assim, os cuidados maternos representam para a criança uma  fonte de excitação e ao mesmo tempo de Satisfação”. 

    É importante comentar também que toda nossa autoestima nos laços sociais posteriormente, é a soma do que recebemos de amor quando criança pelos nossos pais. É a nossa primeira aceitação social que recebemos, e isso futuramente reflete na nossa autoestima no nosso jeito que agirmos nos relacionamentos interpessoais. Possa ser a partir daí que surge a necessidade de usarmos a Persona para podermos nos socializar no campo social que a gente “atua” naturalmente, pois o ambiente, as pessoas, as regras, o costume que nos modifica e fazem que agirmos de maneira diferente. 

    Será que existe um meio social onde a Persona pode se manifestar em menor grau?  

    Escrevendo esse texto me veio à mente em primeiro lugar que a persona pode se manifestar em menor grau na família, pois nascemos nesse núcleo, nossos pais conhece a gente desde criança, e temos mais liberdade de expressar nossos sentimentos. Em segundo lugar me veio a relação entre terapeuta e paciente, onde o paciente está disposto a mudar o seu eu interior e sua performance na sociedade, relatando para seu terapeuta a verdade das circunstância em que ele se encontra. Em terceiro lugar pensei nas práticas religiosas, que assim como na terapia, ou, na religião seria nosso eu mais interior ao fazermos uma reza e lidarmos com os possíveis frequentadores que estão compartilhando o mesmo ato. De se purificar, de se conectar com o divino com sua verdadeira essência, com um mundo puro e sagrado. Eu, nesse texto estou tentando uma forma de se desconectar da Persona, mas será que é possível? Parece um tanto desafiador, pois a cada ambiente que frequentamos nos colocamos de forma diferente, a cada pessoa que conhecemos nos comportamos de maneira diferente, talvez na família seja o lugar que a persona se manifeste em menor grau.  

    O amor acima de todas as coisas e formador de caráter nas relações sociais e amorosas 

    “A arte de amar, escrita pelo psicanalista Erich Fromm em 1956, pretendia contribuir ativamente para o desenvolvimento da personalidade das pessoas, aumentando o peso proporcional dos sentimentos que lhe são derivados, como respeito, humildade, coragem, fé e disciplina. Como Freud, ele se interessava em saber por que tão frequentemente o amor fracassa e que rastros deixa naqueles que decepcionam. Para Fromm. “o amor é a única resposta sadia e satisfatória para o problema da existência humana”.